Projeto “Caminhos de Padre Ibiapina” será reativado.

Uma comissão foi organizada esta semana para a reativação do projeto “Nos Passos do Padre Ibiapina”. O Projeto visa refazer os caminhos percorridos pelo padre Ibiapina, considerado o Apóstolo do Nordeste, em suas principais missões em ajuda ao povo do interior nordestino castigado pela fome e por diversas doenças em meados do século 19 (XIX).

Foto by SerginhoIMG_9421

Entre a comissão organizadora está o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Valnir Meneses, representando a Prefeitura Municipal de Solânea.

No dia 2 de julho será realizado um diagnóstico para o planejamento da trilha principal que abrangerá as cidades de Solânea, Bananeiras, Pirpirituba e Guarabira.

A data de reabertura dos Caminhos do Padre Ibiapina será de 26 a 28 de agosto deste ano, com saída do Memorial do Frei Damião em Guarabira para o Santuário do Padre Ibiapina, no Distrito de Santa Fé em Solânea. Serão quatro rotas abrangendo as quatro cidades, porém de início, será realizada a rota de Guarabira, passando pelo Cruzeiro de Roma à Solânea.

IMG_9364Foto by Serginho

A segunda caminhada já está definida e datada para os dias 25, 26 e 27 de novembro, tendo em vista que o dia 26 de novembro comemora-se o aniversário das cidades de Solânea e Guarabira.

Por: Verdade Regional

Caso alguém se interesse em fazer o Caminho, a rota Frei Damião, passando por Cruzeiro de Roma até Santa Fé,  sou guia Cadastrado Pelo MTur posso orientar e articular as estadias e alimentações durante o percurso. Não é necessário que se espere a data da reabertura, já que sempre o caminho foi realizado por guiamento. Esta data é mais simbólica para atrair atenção da mídia.

Contatos: 99315-2846 (zap) 99625-2137 Serginho

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Caminhos de Ibiapina com Arthur e Cia (4º dia)

4° Dia

Logo cedo recebi uma mensagem no celular dizendo que a turma só poderia chegar às 08:00h porque o café só seria servido a partir das 07:00h. Graças a Deus que o tempo nos ajudou, em nenhum momento o sol nos castigou severamente, sempre um céu nublado e uma brisa aliviadora nos acompanharia durante todo o dia.

Às 08:15h iniciamos a trilha de 20km até o Santuário de Santa Fé. Os primeiros dez quilômetros são de terreno plano e descida, sendo assim não houve tantas reclamações, embora Rodolfo (cunhado de Arthur) desde o dia anterior vinha se queixando de uns calos nos dedos, durante todo caminho ele sentiu muita dificuldade. No início paramos pouco, um pit stop foi para tirarmos pitomba, eu tive que subir porque o guri que paramos no cavalo só conseguiu (mesmo de pé em cima do animal e com o cajado) tirar apenas uma. Pra variar eu carregava uma garrafinha com água que passarinho não bebe e a turma aproveitou o tira gosto.

A próxima parada foi na casa e Dona Pretinha, fomos recebidos com muita hospitalidade, logo estávamos sentados a mesa tomando café com biscoito, foi um momento interessante, ouvi uma frase que me chamou atenção dita pela anfitriã: “nós só podemos oferecer o que temos”, entendi que o melhor que poderíamos receber estava sendo nos dado naquela humilde residência, e mais importante do que o alimento, foi o tratamento que tivemos e em nenhum momento nos sentimos como intrusos ou estranhos e sim como amigos e irmãos. Depois de um bom papo seguimos nosso caminho.

Não demorou até encontrarmos um pé de cajá, me propus a capturar a fruta e proporcionar mais um tira-gosto para a turma. Já estávamos quase na metade do caminho, daí pra frente enfrentaríamos subidas. Não demorou e começamos a segunda parte do caminho, Rodolfo se queixava cada vez mais e nos preocupava, embora com dificuldades continuava com seu ritmo, quando parávamos ele descansava menos e seguia na frente para que não atrasasse a turma, sempre o alcançávamos.

Nossa penúltima parada foi na casa de Dona Maria, já no município de Arara, assinamos o livro do peregrino e foi nos oferecido uma manga fresquinha, alguns aceitaram e desta vez não teve a branquinha. Estávamos a quatro quilômetros do santuário. Não demoramos muito e seguimos para enfrentarmos mais umas subidas. Depois de mais uma hora caminhando chegamos dentro da cidade de Arara e paramos para dá o splint final, a idéia seria chegarmos todos juntos. Depois de tomarmos guaraná Dore com pipoca, continuamos e cruzamos o rio que faz divisa entre os municípios de Arara e Solânea, subimos pela última vez e chegamos até o santuário, fomos recebidos com muita empolgação pelos familiares de todos os que participaram da jornada. Foi um momento emocionante de confraternização, recebemos uma medalha pelo esforço e êxito alcançado, a empolgação foi tanta que a freira veio pedir pra fazermos silêncio porque estava havendo um encontro religioso na casa de caridade e estávamos incomodando, ainda bem que a muvuca toda já havia passado e não atrapalhou  nada as recomendações da religiosa. Depois de algumas fotos nos dirigimos para a capela onde oramos e agradecemos a Deus por tudo, logo após almoçamos na churrascaria em frente ao santuário.

Tenho convicção que todos aprendemos grandes lições nestes quatro dias que passamos juntos, espero que esta turma que também me ensinou muito volte a se encontrar com propósitos parecidos e que não esqueçam que podem contar comigo, não apenas como guia, mas sobretudo como amigo.

Caminhos de Ibiapina com Arthur e Cia (3º dia)

3° DIA

Cheguei no cruzeiro às 6:00h e encontrei todos dormindo, acordei a turma para agilizarmos. De acordo com Arthur ficou combinado que o café seria servido às 07:00h, enquanto dona Nega preparava o desjejum fomos para a igreja e Padre Paulino fez uma reflexão sobre o caminhar e a importância de sabermos que na caminhada Deus está sempre presente. Depois do momento, tomamos café e às 08:00 todos estavam descendo, menos Thiago que foi pra Solânea de moto e ainda deu carona para o padre.

Andaríamos por volta de 16km e a previsão seria de cinco a seis horas de caminhada, teria alguns trechos de subida e o sol parecia que seria nosso companheiro inseparável durante todo o trajeto. Logo no início do dia soube que durante o caminho alguns tiveram apelidos criados no dia anterior, Miro Cajá, Arthur Alibaba, Alexandre e Zé Cueca, dupla da cachaça, Rodolfo Bengala (cunhado de Arthur), Rodolfo Bacurizinho (irmaõ de Arthur) e Pedro Roncador.

O ritmo da turma estava muito bom, parávamos pouco. A primeira parada foi na beira do riacho, todos se refrescaram sob a sombra de uma mangueira e depois seguimos viagem. Chegamos ao Engenho da Rainha  ( metade do caminho) por volta das 10:00h, para tristeza de muitos não havia cachaça para degustação, sendo assim não perdemos muito tempo por lá. Alertei a todos que pegaríamos um longo trecho de subida. Descansávamos próximo da capela em Goiamunduba quando o proprietário da cachaça Rainha parou seu carro e ofereceu uma degustação, pra variar a dupla da cachaça deu um sobressalto e antes do homem terminar a frase eles já estavam parados em frente a porta do carro com as mãos estendidas. Depois do abastecimento, seguimos nosso caminho e o longo trecho de subida que eu havia falado.

Na metade da subida quando procurávamos um lugar para descansar avistamos Arthur sentado numa casa já com um copo de cerveja na mão, foi uma parada de uns quinze minutos regada a piadas, coca-cola e cerva. Ainda faltavam uns 3km até Bananeiras, então perna pra que te quero. Após mais uma subida chegamos ao início da cidade e começamos a descer até o centro, agora era à hora do joelho sofrer um pouco, passamos pelo hotel Serra Golf onde eles passariam a noite, e deu uma vontade danada de fazer check-in e entrar pro quarto. Encontramos Arthur, Rodolfo, Zé e Rodolfo seu irmão sentados na sorveteria aliviando o calor, depois de fazermos o mesmo, continuamos em direção a UFPB onde conheceríamos nossa última subida do dia.

Até chegarmos dentro da universidade o trecho é plano, mas subir é a única forma de atingirmos nosso objetivo que era chegar até Solânea. De fato a Ladeira da Munguba é íngreme, contudo era o caminho mais curto. Após a subida o grupo decidiu que iríamos matar a fome no Bar da Fava, chegamos exatamente às 13:20h. Combinamos de sair no outro dias às 07:00h pois o caminho seria o mais longo a percorrer até então, a turma voltou para passar a noite no Hotel Serra Golf em Bananeiras.

Caminhos de Ibiapina com Arthur e Cia (2º dia)

2 ° Dia

No segundo dia do caminho eu não pude estar presente, mas meu amigo Thiago que trabalha comigo foi acompanhar o pessoal. Chegaram à Cachoeira do Roncador por volta das 11:00h, embora o percurso fosse de apenas 6km o grupo enfrentaria duas grandes subidas.

Outras três pessoas se juntaram ao grupo; Pedro (64 anos), pai de Artur e Rodolfo, Zé Cueca e Alexandre Mota. Depois de uma breve reflexão e pedido de proteção divina, a trilha começou sem muitas dificuldades, eles não imaginavam o que os aguardava, sem noção nenhuma de que o que estava por vir marcaria suas vidas, Pedro levou uma mochila com um peso assombroso, de acordo com o mesmo, só coisas de necessidades como notebook, carregadores de celular, livros, cosméticos, etc. Não sei que horas ele utilizaria tais objetos, mas pelo menos a mochila serviu para dificultar mais ainda o que já era complicado.

A subida é muito íngreme até o sítio Angelim, de acordo com Pedro, não foi uma trilha e sim uma escalada de aventura onde de um lado um precipício e de outro urtigas que queriam pegar a todos, parecia até que estava falando de uma planta carnívora. Havia uma árvore que tombou no caminho dificultando a passagem e Thiago teve que usar a faca  para desobstruir o caminho, foi neste momento que nosso amigo Miro chegou a conclusão que Padre Ibiapina nunca havia passado num lugar daquele. Depois de um pouco de dificuldade, mas muita persistência o objetivo é alcançado e todos chegam com vida no sítio Angelim. Depois de uma subida daquela, nada mais interessante do que chupar um picolé, e quem diria, no meio do mato encontraram uma casa que vendia o ouro, me parece que esvaziaram a geladeira da mulher que com certeza rezou a Deus e pediu a Padre Ibiapina para que mandasse todo dia gente daquela qualidade.

O pessoal chegou ao restaurante em Roma de Baixo por volta das 12:40h e depois de encherem o buxo e contarem muitas piadas seguiram caminho para o cruzeiro onde dormiriam. Para chegar até lá só havia um jeito: subindo. E tome fôlego. Já se passavam das 3:00h da tarde quando o grupo chegou , Arthur indicou um atalho que economizou tempo e energia da galera. Durante a noite todos se reuniram pra tomar vinho e jogar conversa fora, até nosso amigo Padre Paulino se juntou ao grupo para compartilhar o momento. Rolava piada de todo tipo, menos de Padre, até que alguém se manifestou e falou de sua vontade de contar causos de vigário, mas que se sentia constrangido pelo fato de ter um presente, Padre Paulino não contou história e mandou logo uma, o fato serviu para desinibir a turma e as piadas sobre os sacerdotes foi o mote do resto da noite.

Caminhos de Ibiapina com Arthur e Cia (1º dia)

1° Dia

Recebi o convite do camarada Arhur para fazer os caminhos de Padre Ibiapina com muita surpresa, primeiro porque quando o conheci justamente no dia em que ia começar a trilha  com um amigo dele, Arthur me disse após convidá-lo para nos acompanhar, que jamais faria um percurso tão grande a pé já que gosta mesmo é de fazer trilha de moto, outro motivo é que a não ser que ele tivesse emagrecido uns 20 quilo seria complicado para uma pessoa sedentária e acima do peso fazer um percurso de 60km andando. De fato havia emagrecido porque fez cirurgia de redução de estômago. Como o problema do sedentarismo não foi resolvido, ele pediu pra dividir o percurso em quatro dias e não em três como de costume.

Dividi o primeiro dia em dois, normalmente saímos da estátua de Frei Damião em Guarabira e dormimos no Cruzeiro de Roma em Bananeiras, dá uns 22km. Então combinamos que chegaríamos apenas até a Cachoeira do Roncador onde um carro nos pegaria e dormiríamos em Solânea, e no segundo dia continuaríamos do ponto onde paramos até o Cruzeiro de Roma.

Como combinado encontrei Arthur e seus convidados Rodolfo, Miro e seu irmão também Rodolfo na estátua de Frei Damião, o dia estava chuvoso,não era uma chuva muito forte, mas persistente. Depois de um breve alongamento e poucas palavras, começamos a trilha as 07:20h. No início como sempre empolgação,encontramos algumas dificuldades em trechos em que havia lama e se tornava escorregadio, ficamos na expectativa de quem inauguraria o chão, não demorou e logo escutamos um barulho de estrondo, parecia um tremor, foi o grande Rodolfo que num momento de distração conheceu intimamente a lama do brejo paraibano, ainda bem que não houve danos físicos, apenas morais, Arthur não perdeu a chance de fazer uma piada com o fato, principalmente porque Rodolfo num momento antes pediu pra que ele tomasse cuidado com a lama.

A paisagem ao longo do percurso estava bela como sempre, mas com alguns efeitos especiais a base de névoa e orvalho. Depois de uma subida um pouco íngreme a galera já começou a sentir que não seria tão fácil assim e a empolgação passou um pouco. Arthur quase teria motivo para ficar mais desempolgado ainda caso minha mão salvadora não o tivesse impedido de meter a bunda em cima de algumas pedras, não sei quais seriam as conseqüências, mas que iria doer eu tenho certeza.

Seguindo o caminho depois de uma longa descida e as subidas darem um tempo, a trilha ficou só no plano até a cidade de Pirpirituba aonde chegamos por volta das 09:30h, aproveitamos a parada para tomar um cafezinho e comermos macaxeira com carne, que por sinal estava muito boa. Já eram 10:20h quando reiniciamos o percurso com objetivo de chegarmos até a cachoeira. Já comecei ouvir reclamações de dores musculares e comecei a me preocupar. Durante o percurso encontramos na beira da estrada uma cajazeira cheia da fruta, Miro se empolgou e se imaginou logo com uma dose de cana e um cajá, me compadeci do desejo do camarada e só sosseguei quando derrubei algumas frutas suficientes para matar a sua vontade .

Chegamos na cachoeira por volta das 12:20 sem tantas dificuldades, embora as queixas de dores ainda permanecessem, o que era normal para quem não era acostumado a fazer percursos longos, afinal foram 16km percorridos. Antes de almoçarmos fomos até o Roncador para tentar amenizar a lama que já impregnava roupas e calçados. Após o momento lavadeira retornamos para o restaurante de D. Lurdes e logo após o almoço seguimos para Solânea no carro que nos aguardava.

Caminhos de Padre Ibiapina no Feriado do Trabalhador (3º dia)

IbiapinaQundo acordei às 04:30h não sabia ao certo se continuaríamos a caminhada por mais 20km até o santuário em Santa Fé, tudo ia depender das condições físicas dos meus camaradas, pois já tinha certeza que Verônica não seguiria. Cheguei no hotel às 05:30h e a primeira notícia que o vigia me dá é que Primo havia saído ás 03:30h para Santa Fé, confesso que fiquei um pouco preocupado  porque ele não sabia o caminho e poderia se perder no escuro, mas logo receberíamos uma ligação dele ( às 06:30) dizendo que já havia chegado ao destino final e que esperaria por nós, fiquei aliviado também porque ele foi pela PB 105 e não pela zona rural ( seria mais difícil  saber a trilha). Segui então com o camarada Ivan que se mostrou disposto a concluir o que começou. Saímos do hotel às 06:45h, não tínhamos pressa em chegar, mas  o desejo da chegada era latente nos seus olhos, fomos num ritmo que ele não sentisse muito seu joelho, o mesmo ainda se encontrava com problemas. Os momentos de mais dor eram nas subidas e principalmente nas descidas. Foi uma caminhada a dois muito interessante aproveitamos para conversar muito e nos conhecermos melhor, paramos no km9 na casa de minha conhecida Dona Pretinha e sua irmã, fomos recebidos muito bem, inclusive tomamos um cafezinho na sua cozinha. Uma outtra parada interessante onde comemos manga fresquinha foi na casa de Dona Maria Borges no km16, lá assinamos o livro dos peregrinos e marcamos nosso nome na história do caminho ( no meu caso pela sexta vez). Até então foram 16km de muiti esforço e superação por parte do meu amigo Ivan, uma verdadeira lição de força de vontade, aprendi que não conhecemos nossos limites . Já dizia Miguel de Cervantes : ” A perseverança é a mãe da boa sorte”. Chegamos no nosso destino final ao meio-dia e meia, foi uma grande emoção, Cantalice nos esperava e quando nos viu agradeceu aos céus pelo milagre presenciado, para mim foi a chegada mais emocionante de um peregrino que presenciei, fomos todos envolvidos por uma forte emoção,  e mais ainda após um acontecimento (que me reservo ao direito de não torná-lo público por ser de foro íntimo) que fortaleceu a minha fé e com certeza de Ivan e Primo também. Fomos recebidos pela írmão Maria que nos mostrou todo complexo do santuário e após a visita ao túmulo do Santo Padre fomos almoçar.

Caminhos do Padre Ibiapina no Feriado do Trabalhador (2º Dia)

CaminhosA meia-noite eu acordo com um barulho no local onde dormíamos, era meu amigo Cantalice se preparando para começar a caminhada, assim é demais, na vedade todos já estavam acordados, não sei se por causa da ansiedade para recomeçar a trilha ou foi coincidência das necessidaes físicas da madrugada. Logo volto a dormir sob os risos de Cantalice após erguntar que horas eram para Ivan. Ás 06:45h depois do café seguimos descendo o Cruzeiro de Roma com objetivo de chegar no Hotel Vale do Paraíso em Bananeiras. A descida força muito o joelho e Ivan já inicia o dia com dificuldades, mas mesmo assim ele continua, Verônica dá sinais de que este talvez seja seu último dia de caminhada, ela diminui muito seu ritmo e caminha lentamente fazendo um grande esforço para continuar, enquanto isso( pra variar), nosso amigo Cantalice – passarei a chamá-lo de Primo- dispara mais uma vez na frente, só nos encontraríamos em Bananeiras em frente a Igreja Matriz. Nossa primeira parada foi no Engenho da Cachaça Rainha, Ivan cuidou de um calo, Verônica se abasteceu com água e continuamos o caminho, depois de subirmos uma boa ladeira em Goiamunduba, paramos na casa de Dona Celeste para pedir água e  uma jaca que estava no chão dentro do seu terreno, ela nos atendeu com muita hospitalidade pedindo pra sua neta subir na jaqueira e tirar outra fruta por que aquela não estaria boa para o consumo, ficamos mais felizes ainda quando descobrimos que a jaca era dura, foi uma festa debaixo daquela maravilhosa sombra, nos fartamos e depois de encher um saco com bagres  seguimos nosso caminho, não antes de agaradecer toda hospitalidade e carinho daquela família que logo  se mostrou pronta pra servir. Quando chegamos na cidade de Bananeiras o cansaço e esgotamento por parte do casal era visível, antes de atingirmos a Igreja Matriz descemos uma grande ladeira que deve ter piorado ainda mais o joelho do meu amigo, é tanto que quando paramos na matriz depois de 13,5km percorridos , vi que não tinha condições dele continuar e chamei um moto táxi para conduzí-lo até o hotel (por mais 1,5km), sua esposa aproveitou e pegou um também, eu e o Primo continuamos por mais 30minutos , confesso que cheguei muito cansado, o sol já nos castigava e minha sandália não ajudava, estava com minhas panturilhas muito doloridas. Ao chegar no hotel tomei um banho e esperei todos para almoçar, só tive a companhia dos dois camaradas, Verônica não conseguiu nem se levantar da cama, Ivan se mostrava um pouco desesperançoso no olhar quanto seu futuro, tentei não influenciar muito na decidão dele continuar, tive medo de encorajá-lo e ele ter complicações no joelho, mas no próximo post saberemos se ele continuou sua jornada.