Chapada Diamantina parte 3

Amanhecemos o dia doloridos, parecia que havíamos levado uma surra. Partimos para conhecermos a Fazenda Mosquito onde tomaríamos café e almoçaríamos, andamos por uns 50km de estrada de chão, parecia que não íamos chegar, Flávio já estava arrependido com pena do carro, depois de quase duas horas estávamos tomando café na bela fazenda.

Fazenda Mosquito

Magali havia se queixado de dores e não tinha disposisção para conhecer a cachoeira do Mosquito, depois de nos abastecermos seguimos pela trilha, a ida é sem problemas com nenhuma subida e uma descida bem íngreme pela mata até a beira do rio, caminhamos por cerca de uma hora e meia até a bela Cachoeira do Mosquito, este nome foi dado devido a abundância de pequenos diamantes que havia por lá, infelizmente só achei o mosquito inseto, mas os insetos não foram os únicos animais que encontramos, tive a oportnidade de filmar a bela cobra Caninana, cheguei bem proximo ao animal e pude comprovar a ferocidade do bichinho que deu um belo bote, mas não me pegou. Depois de nos refrescarmos na cachoeira pegamos o caminho de volta para almoçar afinal o café já havia sumido.

Cachoeira do Mosquito

Durante a nossa última noite em lençóis, andamos um pouco pela cidade pra comprarmos as lembranças.Partimos no dia seguinte e voltamos por outro caminho porque Erika queria passar na casa de uma prima em Aracaju, chegamos por volta das seis da noite por lá, dormimos na casa de sua prima, não antes de andar pela orla da cidade. No outro dia logo cedo fomos para praia de Atalaia onde almoçamos e voltamos pra casa. Andamos pouco mais de 100km a mais até Campina Grande.

Lençóis a noite

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Chapada Diamantina parte 2

Acordamos bem cedo para o dia que prometia ser o mais duro. A trilha começa bem tranquila e plana até próximo do leito do rio, se bem que pra chegarmos até o rio subimos um pouco e por fim descemos, antes de começarmos a caminhar pela beira do rio, descansamos um pouco, o pior estava por vir.O interessante é que no início encontramos um ponto de apoio para quem quiser comprar água e alimentos, mas o que chamou atenção foi um mosquito, não o inseto, mas um pequeno diamante tão pequeno quanto seu chará animal, o senhor nos mostrou e disse que valeria uns 150,00.

Mosquito

seja bem cansativo você pular em meio as pedras e tomar muit cuidado para não torcer o tornozelo, valeu a pena toda beleza que presenciamos. As meninas não tinham o mesmo ritmo que o nosso, então levamos muito tempo pra chegar até a cacheira, por volta de 4 horas de caminhada.

Rio Lençóis

A vista da cachoeira do Sossego é fenomenal, embora estivesse com muita vontade de pular logo na água, fomos comer primeiro, é importante levar alimento e água, não precisa de muita, pois pelo caminho tem pontos de coleta. Depois do lanche curtimos a cachoeira, tão negra quanto todas que encontramos pelo caminho, afinal estávamos na Bahia. Pra chegarmos até a queda d’água precisamos nadar um pouco, embora não seja tão habilidoso consegui chegar até lá e desfrutar da água gélida e  purificadora, lindo demais, por trás da cachoeira  dá pra ver pequenos arco-íris se formando, demais.

Cachoeira do Sossego

Depois de uma hora de muita diversão voltamos para dá tempo de passar no Ribeirão do Meio, depois de muita reclamação das mulheres e xingamentos das mulheres chegamos no ribeirão por volta das 5 da tarde. Meus companheiros mortos de cansado não tiveram ânimo para tomar banho, eu não perdi tempo e fui curtir o escorrego natural, show de bola. Depois de um tempinho voltamos até o carro e cama pra que te quero.

Escorrego Ribeirão do Meio

Chapada Diamantina parte 1

Em Novembro do ano passado meu amigo Flávio resolveu tomar uma decisão que com certeza mudou sua vida; ele se casou. A festa foi maravilhosa, mas o melhor ainda estava por vir, pelo menos pra mim. O sortudo ganhou as diárias da  sua lua-de-mel, como há muito gostaria de conhecer a Chapada Diamantina, não contou história e resolveu passar seus primeiros dias de casado em meio a cachoeiras, etc. Sabendo que eu também gostaria de conheecer aquele belíssimo lugar e querendo dividir o combustível, ele me fez o convite e eu aceitei, não via problema nenhum, não íamos compartilhar o mesmo quarto. A data do casamento foi 1 de novembro e no dia 2 sáimos bem cedo, a distância que percoriríamos seria de 1.1ookm, de Campina Grande até Lençóis. Em relação ao trecho que deveríamos viajar tínhamos algumas dúvidas sobre o estado das estradas, mas graças a Deus quando chegamos em Caruaru, encontramos um camarada que estava vindo daquelas bandas e nos infrmou que por onde eu queria ir estava tranquilo, no caso fomos por Paulo Afonso, descendo até Feira de Santana e de lá pra Lençóis. Gastamos umas 16 horas de viagem, chegamos por volta das 10 horas da noite, eu e minha esposa(Magali) ficamos  no albergue e Flávio com Erika foram para o hote

No outro dia o programada seria fazer a trilha para a Cachoeira do Sossego, percorreríamos  7km,  boa parte pelo leito do rio pulando pedras, achei que seria muito pesado, já que estávamos cansados da viagem. Resolvemos então mudar os planos e fazer o percurso de carro, achamos melhor contratar um guia local e ainda na Paraíba contactamos Italo e acertamos o valor e roteiro com ele, ( por tres dias pagamos 200,00). Fomos para a Gruta da Lapa Doce, percorremos uns 20km de estrada de barro esburacada depois de sairmos da BR 242, a  gruta é muito bonita, tem  estalactites e estalagnites belíssimas, algumas chegam a formar alguns animais(para quem tem imaginação), logo na entrada o salão se mostra imponente com mais de 20 metros de altura, andamos por mais ou menos uma hora até sairmos dela

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Ja era meio-dia e a fome apertava, fomos então almoçar num restaurante em frente ao Morro do Pai Inácio, comida boa em panela de barro. Logo depois conhecemos o Poço do Diabo, depois de uns 30 minutos de trilha chegamos a uma belíssima cachoeira, o guia nos informou que o nome se dava porque escravos eram jogados de cima para o poço que é formado na quesa d’água, o que me chamou atenção foi a cor da água, muito escura, quase negra, isto devido o alto teor de ferro, ia esquecendo, muito gelada também, mas nada que nos impedisse se  tomarmos banho. A trilha pra chegar até o poço é de descida, mas para voltar já sabem, muita subida. Entao apertamos o passo para pegarmos o por-do-sol no Morro do Pai Inácio.

Poço do Diabo

Chegamos lá por volta das 5 da tarde, pra variar mais uma subida até o topo, mas vale a pena todo esforço, a vista é algo indescritível, beleza que engasga, o guia nos contou o motivo do nome do morro ( não poderei relatar) e logo depois retonamos para o carro e pousada. A noite saimos pra jantar num restaurante italiano, pasmen, mas lençóis tem culinária internacional, boas opções de restaurante. Fomos dormir depois do buxo cheio, pois no outro dia teríamos 14km de trilha pra enfrentarmos.

Morro do Pai Inácio

Pé na tábua

Gostaria de iniciar um nova categoria no meu globo esclarecendo que mesmo que se trate de uma página voltada para o brejo, não vejo nenhum problema em escrever um pouco sobre minhas experiências pelo mundo. Vou tentar relatar algumas viagens que fiz com minha esposa e amigos e também como Guia em excursões, a idéia é tentar ajudar os aventureiros com dicas e tentar trocar experiências.