Alagoa Grande

Teatro e Igreja Matriz

Alagoa Grande está situada a 110km da capital, possue 28.460 habitantes.Quando falamos o nome desta cidade nos vem logo na memória a tragédia  que aconteceu no dia 17 de junho de 2004; o rompimento da barragem Camará, que embora localizada no município de Alagoa Nova, suas consequências atingiram também Alagoa Grande, pois o rio Mamamguape elevou seu nível em mais de cinco metros inundando parte da cidade e desabrigando mais de mil pessoas.

A cidade era pertencente ao município de Areia até meados do século XIX quando se tornou independente. A região cresceu muito naquele século por causa da agricultura de cana-de-açucar. No centro da cidade ainda existem casarões que testemunham este momento de grandeza econômica do município, alguns são cobertos por azulejos importados de Portugal. Alagoa Grande tem um  filho e uma filha ilustres, o primeiro é Jackson do Pandeiro que foi o maior ritmista da história da música popular brasileira e junto com Luiz Gonzaga, foi responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. A filha é Maria Margarida Alves, sindicalista que lutava em defesa dos interesses do homem do campo que não tinham muitos direitos diante da exploração dos senhores de engenhos, morreu assassinada na frente do único filho.

Existe a possibilidade de se fazer turismo histórico na cidade e nos engenhos e o  turismo ecológico. Sobre os pontos turísticos falarei em outro post.

A Mata do Pau-Ferro

Vista de parte da Mata dentro da UFPB

A Mata Serrana ou Mata do Brejo predominava na região até ser derrubada para a lavoura e criação de gado, hoje existem poucos remanescentes, poderia destacar a Reserva Ecológica Estadual da  Mata do Pau-Ferro em Areia que abrange 600 hectares que foi criada em outubro de 1992. Na Mata é possível a prática do ecoturismo onde pode-se apreciar a fauna e principalmente a flora, como por exemplo: a Macaíba, Jatobá, Ingá, Sucupira Branca, Munguba, Catolé, Pau D’arco, Sambaquim, Guabiraba, Murici entre outras, inclusive Pau-Ferro, infelizmente são poucos os exemplares que dão nome a reserva. Em relação aos animais, não é fácil vê-los, mas existem gato-do-mato, raposa, tejuaçu, algumas epécies de cobras, morcegos, saguim, guaxinim, tatu, entre outros. Na reserva foi construída a barragem de Vaca Brava na década de 30 do século passado com o objetivo de abastecer Campina Grande num período de grande seca naquela década. Foi inaugurada em 1939 no governo de Agemiro de Figueiredo.

Pousada Laranjeiras Agora Dispõe de Rapel

 Rapel

Hoje o Patrulha 9 (grupo de esporte de aventura)  sendo representado por eu e Jeilson, esteve na Pousada Laranjeiras com o objetivo de verificar a possibilidade de se implantar o rapel no local, fizemos uma trilha com a ajuda de Mário, mateiro da região, até uma rocha de onde tivemos uma vista privilegiada de boa parte do brejo, inclusive avistamos a estátua de Frei Damião, analisamos como seria a descida e Jeilson colocou os grampos para fazer a base,  depois de pronta fizemos a primeira descida, Jeilson teve que abrir um pouco a passagem porque tinha uma árvore que dificultava o rapel. Ficou uma descida ótima para principiantes, com 15m sendo 10m de negativo. O interessante é que depois do rapel, podemos apreciar umas furnas, onde os índios que habitaram  a região certamente usaram como abrigo. Em relação a trilha, tivemos que subir um pouco para  chegar até a Rocha onde foi feita a base, mas num é tão difícil fazer o percurso, dá no máximo 2km da pousada.

A Festa da Laranja em Matinhas

Festa da Laranja 

O município de Matinhas  está localizado a 150k da capital e 20km de Campina Grande, possue pouco mais de 4 mil habitantes, porém nos períodos da Festa da Laranja a cidade chega a receber mais de 120 mil pessoas, o evento foi uma ótima idéia, já que Matinhas é o maior produtor de tangerina do nordeste. A Festa da Laranja e o Festival Nacional da Tangerina se realizará no Parque da Laranja do dia 25 até o 28 de outubro. O parque é uma área pavimentada de 30 mil metros quadrados, com praça de alimentação, playground, ilhas de forró, palco gigante e auditório.O evento conta com uma vasta programação que inclui atrações de nível nacional e atividades diurnas e noturnas. Durante o dia haverá palestras, seminários, exposições, feiras, gastronomia, minicursos. Na área esportiva o turista pode fazer trilas ecológicas e esportes de aventura, este ano o evento contará com um muro de escalada. A noite no palco principal a partir das 22:00 acontecerão shows, na sexta haverá a apresentação de Brasas do Forró e Alceu Valença, no sábado Ara Ketu, Capilé, Tempero Completo e Carcará farão a festa e no domingo Calcinha Preta, Artimanha e  Coroné Grilo.

Fica o convite para aqueles que gostam de festa, muita festa. Caso queiram tirar alguma dúvida podem ligar para meu amigo que também é guia de turismo e mora em Matinhas, o fone dele é (83) 99050167 – Cleber.

Solânea

São João

Situada na microrregião do curimataú oriental a 140km da capital e 70km de Campina Grande, Solânea é hoje um dos principais municípios do agreste paraibano, seu comércio se destaca atraindo pessoas de outras seis cidades do entorno que se deslocam afim de utilizar a principal atividade econômica da cidade, mas nem sempre Solânea teve um grande comércio, no início do século XX a principal atividade econômica era a agricultura com a cultura do sisal, algodão e pricipalmente o fumo, dizem que o charuto feito a partir do fumo solanense era tão bom que se comparava ao charuto cubano (dizem), o nome científico do fumo cultivido era solanaceas e por isso o nome atual do município é Solânea. No século XVIII Antônio Soares Cardoso Moreno vindo do Ceará chegou até estas terras planas e fixou moradia com criação de gado e engenho. Solânea já foi chamada de Vila Moreno em homenagem ao seu fundador.

Turisticamente a cidade tem explorado seu principal evento que é a festa do padroeiro Santo Antônio e o São João, geralmente são treze noites de festas, contando com a participação de grandes bandas e artistas de renome nacional como  Zé Ramalho, Elba Ramalho, Zeze Di Camargo e Luciano, entre outros que  já fizeram parte desta que é considerada a terceira maio festa de São João da Paraíba. Um outro aspecto que chama muita atenção do turista é o clima serrano, que no inverno chega a fazer 12º, uma das explicações pra este frio é o fato do munucípio está localizado a 626 metros acima do nível do mar, sendo umas das cidades mais altas do estado.

Famílias Potiguares Visitam Bananeiras

Ontem tive o privilégio de  passar o dia com a família de Augusto e a de Kelermane ambas da cidade de Natal, estavam hospedadas na Pousada Laranjeiras. Fui encontrá-las em Bananeiras, por volta das dez  chegaram na praça e fomos fazer um city tour pela cidade, primeiro subimos até a igreja matriz de Nossa Senhora do Livramento, de lá temos uma vista panorâmica de toda a zona urbana do município, falei um pouco sobre a fundação da cidade no século XVIII e sobre os portugueses Zacarias de Melo e Domingos Vieira que vieram da região onde hoje é Mamanguape a procura de riquezas, não poderia deixar de ressaltar sobre a época de grande riqueza e opulência vivida pela aristocracia rural quando Bananeiras no fim do século XVIII e inicio do XIX chegou a ser o maior produtor de café da Paraíba e o segundo do nordetse. Descemos até o centro onde vimos um pouco do casario antigo e depois seguimos até a antiga estação, hoje funciona uma pousada e um restaurante, não deu pra irmos até o túnel do trem porque a estrada estava em obras. Fomos visitar um dos condomínios, o Aguas das Serras, este já tem uma  parte de sua área de lazer construída, embora ainda falte muita coisa. Já eram onze e meia quando fomos para o Cruzeiro  de Roma, não passamos muito tempo lá, pois tinham crianças conosco e a fome tava apertando. Segui com eles até a pousada onde almoçaríamos e  Augusto decidiria se íamos a tarde na cachoeir do roncador, já que o Sr. Kelermane teria que ir embora a tardinha. Almoçamos aquela maravilhosa comida. Foi decidido que não iríamos para a cachoeira, a programação seria descansar e depois ir embora, inclusive Augusto também decidiu partir. Aproveitei e descanse também naquelas redes convidativas debaixo das árvores. E como combinado às quatro e meia eles partiram e eu peguei carona até o trevo que vai para Borborema. Tenho a impressão que as famílias gostaram do passeio e que pretendem voltar, o brejo agradece.

Areia e Seus Museus

Os três museus

 O município de Areia localizado a 126km de João Pessoa e 46km de Campina Grande possui três museus com diferentes temáticas, são eles o Museu Pedro Américo, Museu da Rapadura e o Museu Regional Pader Rui.

Museu da Rapadura

A propriedade onde está localizado o museu possui um engenho que foi construído em 1870. O local foi desapropriado em 1933 pelo governo estadual para instalação da Escola de Agronomia do Nordeste, e em 1978 os prédios foram restaurados para a instalação do Museu da Rapadura. Lá, além de conhecer cada processo do trabalho artesanal, desde a velha almanjarra movida pela força dos escravos, até a colocação do doce nos já tradicinais formatos de tijolinhos, o visitante pode apreciar vários utensílios da época, como móveis rústicos, um relógio de parede de 226 anos que ainda funciona perfeitamente, uam pedra de moer milho, um gargalho de ferro que servia para prender escravos pelo pescoço, uma palmátória de ferro e um acervo de 280 garrafas de cachaça.

Museu Pedro Américo

Localizado na casa onde nasceu o pintor, em 1843, o museu Pedro Américo, curiosamente, não exibe nenhuma original do mesmo. Lá, além de alguns objetos que pertenceram a família, por razões de segurança, só estão expostos banners com imagens dos seus diversos trabalhos. A única obra original do pintor que se encontra em Areia, é a obra “Cristo Morto”.

Museu Regional

Está localizado na antiga casa paroquial, onde o cõnego Rui Barreira colecionou e guardou um grande acerto iconográfico. lá, além de objetos de arte, caça, uso e pesca produzidos pelos Bruxaxás, índios da nação Cariri que habitavam o planalto  de Areia. De acordo com a classificação elaborada pelos museólogos da Fundação Joaquim Nabuco, o museu Regional de Areia possui u mtotal de 15 coleções, que incluem: Antropologia Cultural, Antropologia Física,  Armaria, as Artes Gráficas, Plásticas e Sacras, Iconografia, Manuscritos, Maquinários e outros.