Caminhos de Ibiapina com Arthur e Cia (1º dia)

1° Dia

Recebi o convite do camarada Arhur para fazer os caminhos de Padre Ibiapina com muita surpresa, primeiro porque quando o conheci justamente no dia em que ia começar a trilha  com um amigo dele, Arthur me disse após convidá-lo para nos acompanhar, que jamais faria um percurso tão grande a pé já que gosta mesmo é de fazer trilha de moto, outro motivo é que a não ser que ele tivesse emagrecido uns 20 quilo seria complicado para uma pessoa sedentária e acima do peso fazer um percurso de 60km andando. De fato havia emagrecido porque fez cirurgia de redução de estômago. Como o problema do sedentarismo não foi resolvido, ele pediu pra dividir o percurso em quatro dias e não em três como de costume.

Dividi o primeiro dia em dois, normalmente saímos da estátua de Frei Damião em Guarabira e dormimos no Cruzeiro de Roma em Bananeiras, dá uns 22km. Então combinamos que chegaríamos apenas até a Cachoeira do Roncador onde um carro nos pegaria e dormiríamos em Solânea, e no segundo dia continuaríamos do ponto onde paramos até o Cruzeiro de Roma.

Como combinado encontrei Arthur e seus convidados Rodolfo, Miro e seu irmão também Rodolfo na estátua de Frei Damião, o dia estava chuvoso,não era uma chuva muito forte, mas persistente. Depois de um breve alongamento e poucas palavras, começamos a trilha as 07:20h. No início como sempre empolgação,encontramos algumas dificuldades em trechos em que havia lama e se tornava escorregadio, ficamos na expectativa de quem inauguraria o chão, não demorou e logo escutamos um barulho de estrondo, parecia um tremor, foi o grande Rodolfo que num momento de distração conheceu intimamente a lama do brejo paraibano, ainda bem que não houve danos físicos, apenas morais, Arthur não perdeu a chance de fazer uma piada com o fato, principalmente porque Rodolfo num momento antes pediu pra que ele tomasse cuidado com a lama.

A paisagem ao longo do percurso estava bela como sempre, mas com alguns efeitos especiais a base de névoa e orvalho. Depois de uma subida um pouco íngreme a galera já começou a sentir que não seria tão fácil assim e a empolgação passou um pouco. Arthur quase teria motivo para ficar mais desempolgado ainda caso minha mão salvadora não o tivesse impedido de meter a bunda em cima de algumas pedras, não sei quais seriam as conseqüências, mas que iria doer eu tenho certeza.

Seguindo o caminho depois de uma longa descida e as subidas darem um tempo, a trilha ficou só no plano até a cidade de Pirpirituba aonde chegamos por volta das 09:30h, aproveitamos a parada para tomar um cafezinho e comermos macaxeira com carne, que por sinal estava muito boa. Já eram 10:20h quando reiniciamos o percurso com objetivo de chegarmos até a cachoeira. Já comecei ouvir reclamações de dores musculares e comecei a me preocupar. Durante o percurso encontramos na beira da estrada uma cajazeira cheia da fruta, Miro se empolgou e se imaginou logo com uma dose de cana e um cajá, me compadeci do desejo do camarada e só sosseguei quando derrubei algumas frutas suficientes para matar a sua vontade .

Chegamos na cachoeira por volta das 12:20 sem tantas dificuldades, embora as queixas de dores ainda permanecessem, o que era normal para quem não era acostumado a fazer percursos longos, afinal foram 16km percorridos. Antes de almoçarmos fomos até o Roncador para tentar amenizar a lama que já impregnava roupas e calçados. Após o momento lavadeira retornamos para o restaurante de D. Lurdes e logo após o almoço seguimos para Solânea no carro que nos aguardava.

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