Chapada Diamantina parte 1

Em Novembro do ano passado meu amigo Flávio resolveu tomar uma decisão que com certeza mudou sua vida; ele se casou. A festa foi maravilhosa, mas o melhor ainda estava por vir, pelo menos pra mim. O sortudo ganhou as diárias da  sua lua-de-mel, como há muito gostaria de conhecer a Chapada Diamantina, não contou história e resolveu passar seus primeiros dias de casado em meio a cachoeiras, etc. Sabendo que eu também gostaria de conheecer aquele belíssimo lugar e querendo dividir o combustível, ele me fez o convite e eu aceitei, não via problema nenhum, não íamos compartilhar o mesmo quarto. A data do casamento foi 1 de novembro e no dia 2 sáimos bem cedo, a distância que percoriríamos seria de 1.1ookm, de Campina Grande até Lençóis. Em relação ao trecho que deveríamos viajar tínhamos algumas dúvidas sobre o estado das estradas, mas graças a Deus quando chegamos em Caruaru, encontramos um camarada que estava vindo daquelas bandas e nos infrmou que por onde eu queria ir estava tranquilo, no caso fomos por Paulo Afonso, descendo até Feira de Santana e de lá pra Lençóis. Gastamos umas 16 horas de viagem, chegamos por volta das 10 horas da noite, eu e minha esposa(Magali) ficamos  no albergue e Flávio com Erika foram para o hote

No outro dia o programada seria fazer a trilha para a Cachoeira do Sossego, percorreríamos  7km,  boa parte pelo leito do rio pulando pedras, achei que seria muito pesado, já que estávamos cansados da viagem. Resolvemos então mudar os planos e fazer o percurso de carro, achamos melhor contratar um guia local e ainda na Paraíba contactamos Italo e acertamos o valor e roteiro com ele, ( por tres dias pagamos 200,00). Fomos para a Gruta da Lapa Doce, percorremos uns 20km de estrada de barro esburacada depois de sairmos da BR 242, a  gruta é muito bonita, tem  estalactites e estalagnites belíssimas, algumas chegam a formar alguns animais(para quem tem imaginação), logo na entrada o salão se mostra imponente com mais de 20 metros de altura, andamos por mais ou menos uma hora até sairmos dela

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Ja era meio-dia e a fome apertava, fomos então almoçar num restaurante em frente ao Morro do Pai Inácio, comida boa em panela de barro. Logo depois conhecemos o Poço do Diabo, depois de uns 30 minutos de trilha chegamos a uma belíssima cachoeira, o guia nos informou que o nome se dava porque escravos eram jogados de cima para o poço que é formado na quesa d’água, o que me chamou atenção foi a cor da água, muito escura, quase negra, isto devido o alto teor de ferro, ia esquecendo, muito gelada também, mas nada que nos impedisse se  tomarmos banho. A trilha pra chegar até o poço é de descida, mas para voltar já sabem, muita subida. Entao apertamos o passo para pegarmos o por-do-sol no Morro do Pai Inácio.

Poço do Diabo

Chegamos lá por volta das 5 da tarde, pra variar mais uma subida até o topo, mas vale a pena todo esforço, a vista é algo indescritível, beleza que engasga, o guia nos contou o motivo do nome do morro ( não poderei relatar) e logo depois retonamos para o carro e pousada. A noite saimos pra jantar num restaurante italiano, pasmen, mas lençóis tem culinária internacional, boas opções de restaurante. Fomos dormir depois do buxo cheio, pois no outro dia teríamos 14km de trilha pra enfrentarmos.

Morro do Pai Inácio

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