Caminhos do Padre Ibiapina no Feriado do Trabalhador (2º Dia)

CaminhosA meia-noite eu acordo com um barulho no local onde dormíamos, era meu amigo Cantalice se preparando para começar a caminhada, assim é demais, na vedade todos já estavam acordados, não sei se por causa da ansiedade para recomeçar a trilha ou foi coincidência das necessidaes físicas da madrugada. Logo volto a dormir sob os risos de Cantalice após erguntar que horas eram para Ivan. Ás 06:45h depois do café seguimos descendo o Cruzeiro de Roma com objetivo de chegar no Hotel Vale do Paraíso em Bananeiras. A descida força muito o joelho e Ivan já inicia o dia com dificuldades, mas mesmo assim ele continua, Verônica dá sinais de que este talvez seja seu último dia de caminhada, ela diminui muito seu ritmo e caminha lentamente fazendo um grande esforço para continuar, enquanto isso( pra variar), nosso amigo Cantalice – passarei a chamá-lo de Primo- dispara mais uma vez na frente, só nos encontraríamos em Bananeiras em frente a Igreja Matriz. Nossa primeira parada foi no Engenho da Cachaça Rainha, Ivan cuidou de um calo, Verônica se abasteceu com água e continuamos o caminho, depois de subirmos uma boa ladeira em Goiamunduba, paramos na casa de Dona Celeste para pedir água e  uma jaca que estava no chão dentro do seu terreno, ela nos atendeu com muita hospitalidade pedindo pra sua neta subir na jaqueira e tirar outra fruta por que aquela não estaria boa para o consumo, ficamos mais felizes ainda quando descobrimos que a jaca era dura, foi uma festa debaixo daquela maravilhosa sombra, nos fartamos e depois de encher um saco com bagres  seguimos nosso caminho, não antes de agaradecer toda hospitalidade e carinho daquela família que logo  se mostrou pronta pra servir. Quando chegamos na cidade de Bananeiras o cansaço e esgotamento por parte do casal era visível, antes de atingirmos a Igreja Matriz descemos uma grande ladeira que deve ter piorado ainda mais o joelho do meu amigo, é tanto que quando paramos na matriz depois de 13,5km percorridos , vi que não tinha condições dele continuar e chamei um moto táxi para conduzí-lo até o hotel (por mais 1,5km), sua esposa aproveitou e pegou um também, eu e o Primo continuamos por mais 30minutos , confesso que cheguei muito cansado, o sol já nos castigava e minha sandália não ajudava, estava com minhas panturilhas muito doloridas. Ao chegar no hotel tomei um banho e esperei todos para almoçar, só tive a companhia dos dois camaradas, Verônica não conseguiu nem se levantar da cama, Ivan se mostrava um pouco desesperançoso no olhar quanto seu futuro, tentei não influenciar muito na decidão dele continuar, tive medo de encorajá-lo e ele ter complicações no joelho, mas no próximo post saberemos se ele continuou sua jornada.

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